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igreja Matriz e escavações arqueológicas002.jpg

Sondagens Arqueológicas Junto à Igreja Matriz

 

In: http://www.monumentos.gov.pt

 

Aglomerado proto-urbano. Povoado proto-histórico com ocupação do sítio desde o Bronze Final e posterior ocupação romana e medieval islâmica. Povoado fortificado. Foi exumado espólio significativo.

 

Descrição

Subsistem restos de muros feitos de pedra sobreposta e de taipa, contornando a vasta plataforma criada no topo do monte. A zona está cercada.

Na vertente do lado nascente do cerro, a 18,97m, sob o pavimento da R. do Castelo, foi encontrado um importante depósito secundário de oferendas e ex-votos, uma "favissa" ou "bothros", constituído na 2ª metade do séc. III a.c., certamente incluído numa estrutura de carácter religioso mais complexa.

A existência de inúmeras placas oculadas em ouro e prata apontam para o culto de uma divindade com poderes profilácticos nas doenças de olhos; as peças utilitárias podem ter contido oferendas alimentares, as taças podem ter sido usadas para libações ou como queimadores ou lucernas (Beirão, 1985).

O depósito votivo foi constituído numa fossa artificial talhada na rocha e foi intencionalmente coberto por grande número de peças fragmentadas misturadas com grandes blocos de quartzo e terra.

Na base assentava uma caixa com um crânio humano com indícios de trepanação, rodeado por ossos de animais e fragmentos de cerâmica pisados.

Sobre ela assentavam grandes vasos cerâmicos, cheios de outros recipientes menores alguns contendo pequenos objectos em cerâmica, ouro, prata, vidro, cornalina e bronze; os espaços entre eles era ocupado por outros recipientes menores.

Entre os objectos destacam-se placas oculadas, 2 figurações antropomórficas sobre placas de prata, com atributos de Tanit, uma fíbula anular, fragmentos de "oinochoai" em vidro polícromo, um hemidracma de Gades, que mostram componentes culturais mediterrânicas (Beirão, 1985).

 

 

Bibliografia

DIAS, M. M. A., COELHO, L., Achados de moedas romanas do concelho de Ourique, in O Arqueólogo Português, série III, vol. VII / IX, Lisboa, 1974 / 1977; BEIRÃO, Caetano de Mello, SILVA, Carlos Tavares da, SOARES, Joaquina, GOMES, Mário Varela, GOMES, Rosa Varela, Depósito votivo da 2ª Idade do Ferro do Garvão, in O Arqueólogo Português, série IV, vol. III, Lisboa, 1985.

 

publicado por José Pereira Malveiro às 20:19

Bom dia,

Tem algum texto escrito sobre os Malteses do Alentejo, mais concretamente na zona de Garvão?

Muito obrigado
carlos a 17 de Novembro de 2022 às 10:01

Car Carlos
Obrigado pelo seu comentário, tenho alguma coisa escrita sobre os malteses e já agora que me aguçou o apetite vou preparar um post sobre este assunto.
Sobre os malteses nesta zona de Garvão, ainda conheci alguns, apesar da "tenra" idade de 66 anos, ainda nos finais do século passado, havia pessoas já com uma certa idade e já avós, mas que em certos períodos do ano, tinham a “mania” de se ausentarem de casa durante umas boas semanas e voltarem com talegos, alforges ou simples sacas cheias de comida, embora não fosse uma actividade ou costume anual, em tempos de escassez era certo que recorriam a este subterfugio.

Boa tarde,

Obrigado pela resposta.
Interessante existir esse costume ainda há bem pouco tempo em Garvão.
Pois então cá aguardarei o texto.

Cumprimentos,
carlos a 18 de Novembro de 2022 às 14:09

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