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Arqueólogo Caetano de Mello Beirão (sentado à esquerda)

Arqueóloga Susana Correia (de pé à esquerda) 

 

Cerca do Adro

Presentemente, poucas pessoas reconhecem o local onde em 1990, quando se procedia ao alargamento do adro da Igreja Matriz, se pôs a descoberto os vestigios arqueologicos, que presentemente se observam, como Cerca do Adro e, ainda menos, são as pessoas que realmente sabem o que são, de facto, aqueles vestigios arqueologicos postos a descoberto, denotando claramente uma falta de ligação entre os eleitos locais e as estruturas centrais que promovem e financiam estes trabalhos de investigação aqueológica e a população.

            Neste local detectaram-se, para além de uma necrópole medieval, algumas estruturas que foram objecto de uma intervenção de emergência realizada por arqueólogos do então Igespar, que veio comprovar a ocupação do Cerro da Vila desde, pelo menos,a Idade do Ferro. Trabalhos esses continuados aí posteriormente pela Associação cultural e Defesa do Património de Garvão em 1995 e 1996, permitiram apurar a existência de ocupação de época romana, do período islâmico almóada (um contexto de cozinha) e dos finais da Idade Média, princípios da Idade Moderna (estruturas desmontadas).

            Trata-se de um cabeço sobranceiro à Igreja de Garvão. Foram identificados vestígios de diferentes épocas, a que correspondem três momentos de ocupação. Um primeiro momento Baixo Medievo a que lhe correspondem estruturas nomeadamente de defesa, um periodo Islâmico onde foi detectado um nível Almoada, mais precisamente um contexto de cozinha (lareira), e um terceiro nível de ocupação de onde se exumaram materiais romanos e estruturas da idade do ferro (dois fornos e uma eventual muralha). Para este momento cronológico o sítio deve fazer parte integrante do povoado do Cerro Forte,perfazendo assim uma área de cercade 6 hectares.

            Do espólio encontrado contam-se cerâmicas de ornatos brunidos, verniz vermelho, cerâmca cinzenta, cerâmica estampilhada pntada, anforas, sigillatas, dollium, campaniense, jarrinhas, panelas, malgas islâmicas, vidradas, numismas, escória, espólio ósseo.

publicado por José Pereira Malveiro às 22:45

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