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Abr 09

Este Blog visa promover a divulgação do Património

Histórico e Arqueológico da vila de Garvão.

E contribuir para o diálogo sobre propostas e soluções de desenvolvimento para a vila.

 

                

 

 

publicado por José Pereira Malveiro às 20:25


Não sei.
Não sei o que é que Garvão tem que parece que as coisas não andam, quando aparece alguém a fazer alguma coisa, é sempre o bota abaixo, parece que têm todos inveja uns dos outros, você fez o livro, o jornal, o livro de fotos antigas, escavações arqueológicas, recuperou a dança e por aí a fora, outros fazem a festas, outros fazem o futebol, outros querem fazer uma coisa para tratar dos velhotes, todos punem pela terra e afinal dão-se todos mal, acho que a culpa é dos presidentes de junta que temos tido, não concorda comigo?
Rui C Oliveira a 8 de Maio de 2009 às 16:30

O problema não é dos presidentes de Junta, mas da maneira como o sistema administrativo está organizado

A limitação de competências dos presidentes das Juntas de Freguesia, a falta de recursos financeiros e a dependência da boa vontade do executivo Camarário castra qualquer iniciativa ou boa vontade que um presidente de Freguesia possa ter.

As sedes dos Concelhos, que também são Freguesias, beneficiam de uma forma desproporcionada dos investimentos públicos em relação ao resto das freguesias do mesmo concelho.

Os presidentes de Freguesia que temos tido são o fruto possível deste sistema que limita os poderes das Juntas de Freguesia e não permite, por um lado, aproveitar os benefícios disponíveis ou candidatar-se aos subsídios como a Câmara ou em pé de igualdade, e por outro lado, esta limitação dos poderes da Junta de Freguesia e do presidente, desmotiva qualquer vontade de candidatura de pessoas mais habilitadas, como não se vê para a Câmara Municipal.

As limitações em termos de competência e financeiras dos vários Presidentes da Junta de Freguesia, não justificam a inoperância de alguns em contraste com o dinamismo doutros que independentemente da idade têm dado provas nestes últimos anos de uma certa visão e vontade de trabalhar. E é esta diferença de vontades e de personalidades que coloca nas mãos dos eleitores a responsabilidade, direi mais a obrigação, de eleger um presidente de Junta responsável e competente.

A solução está na educação, a ignorância nunca foi boa conselheira, é preciso apoiar os jovens da terra que sem recursos financeiros param os estudos no fim da escolaridade obrigatória ou no 12º ano, quase a entrar para a faculdade, e este quase, para ser ultrapassado, por vezes basta um pequeno apoio, e este apoio podia muito bem vir da Junta de Freguesia, se o Presidente, o Secretário e o Tesoureiro, prescindissem dos seus ordenados em prol de bolsas de estudo para os jovens da nossa terra, no tempo do Sr Celestino nenhum dos eleitos recebia qualquer remuneração da Junta de Freguesia.


Pois é, isso é tudo muito bonito!
Tirar o dinheiro dos que estão na Junta para dar bolsas de estudo a quem precisa.
MAS ... quem é que está disposto a isso?
Já ninguém quer fazer sacrifícios desses, já ninguem tem amor pela terra, é só interesses, ou financeiros ou políticos, alguns até se vendem por um petisco.
Você era capaz disso?
Não se está a preparar para se candidatar a presidente de Junta pois não?
Rui C. Oliveira a 12 de Maio de 2009 às 15:26


Não, caro conterrâneo, não me estou a preparar para me candidatar a Presidente da Junta de Freguesia.

Contribuir para desenvolver Garvão pode tomar vários aspectos, conforme as vontades dos nossos conterrâneos, uns, certamente, terão mais aptidão para umas coisas, outros terão aptidão para outras. Todos contribuem para desenvolver Garvão conforme a sua vontade.

Uns verão no cargo de presidente da Junta de Freguesia um objectivo para expressarem a sua vontade de trabalhar e ajudar Garvão . Se merecerem só temos que os apoiar.

Outros, no qual me incluo, prescindem desse cargo, porque idealizaram outras formas de contribuir para Garvão , sem ser através do cargo de presidente da Junta de Freguesia.

É preferível deixar o espaço para outro, mas Garvão precisa de um presidente de mente aberta, que queira trabalhar para Garvão e tenha o mínimo de consciência das necessidades da terra e vontade de embarcar um projecto de desenvolvimento local.


Mas ainda sobre as peças do Depósito Votivo que foram para Ourique.
As peças são para ficarem lá, ou vêem para Garvão ?

Não te jeito nenhum as peças ficarem em Ourique, é por causa disso que as freguesias vão ficando cada vês mais pobres, e as sedes dos concelhos ficam cada vês mas ricas às custas das freguesias.

Mas afinal o que é que podemos fazer para as peças virem para Garvão ?
Por onde é que temos de começar para termos um museu em Garvão ?

Chega de conversas e de perder tempo, vamos meter mãos à obra e de uma vês para todas vamos fazer uma coisa de cada vês , POR ONDE É QUE PODEMOS COMEÇAR PARA TERMOS UM MUSEU?
Maria Guerreiro a 15 de Maio de 2009 às 13:20

Realmente tem razão e compreendo a sua frustração.
Já há muito que se fala da constituição de um museu em Garvão, mas não passa disso, todos concordam que é uma necessidade, todos aplaudem a ideia mas nada se faz.

Por onde é que podemos começar? Mais do que se candidatar a subsídios é preciso boa vontade e saber o que se quer, podemos começar de duas maneiras.

A Maneira autárquica – A Câmara candidata-se aos subsídios para fazer o museu e esperamos que venham aprovados ou não, e se não vierem aprovados continua-se a candidatar até que eventualmente sejam aprovados, e até lá vamos esperando.

Ou tomar o assunto nas nossas mãos e começar como tantos museus no país, Santa-Clara-a-Nova é um bom exemplo, em que a partir das peças na mão da população se começa a criar o museu.

A Maneira local – Através da Junta de Freguesia ou das Associações da terra, cria-se uma comissão de instalação do museu e,
- Arranja-se as instalações.
- Junta-se as peças que ainda estão em Garvão nas mãos de particulares.
- Essa comissão divulga, legaliza o museu, procura apoios e estende a sua acção a outras iniciativas para a criação de postos de trabalho, recuperação de peças museológicas e percursos arqueológicos entre outros.

O Local ideal para a instalação do Museu seria sem dúvida os antigos Paços do Concelho (tendo de se procurar soluções para os serviços que lá estão instalados), embora provisoriamente possa funcionar noutro local. Estaria englobado noutras acções como a recolocação do Pelourinho no Largo diante dos Paços do Concelho (onde não estorve o transito), com escadas do quintal para o Depósito votivo e do Depósito Votivo para o Castelo, através do acesso ao castelo que lá está, e por aí prosseguiria a continuação do circuito arqueológico.

Esta é a maneira mais prática das populações atingirem os seus fins, sem estarem dependentes da boa vontade ou disponibilidade autárquica, tomando nas suas mãos a resolução das necessidades mais prementes.

ALGUMAS PÁGINAS NA INTERNET SOBRE MUSEUS:
http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=637933
http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=apoios+ao+museu+local&meta=&aq=f&oq=
http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=10469
http://sergivs.blogs.sapo.pt/61092.html
http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Rede+Portuguesa+de+Museus+&btnG=Pesquisar&meta=cr%3DcountryPT

Desenvolvimento e progresso são factores de estabelidade de uma determinada população.
Antes de mais e embora este seja um blog sobre Garvao mas as comparações têm de ser feitas para podermos ter uma noção real e verdadeira... nem tudo sao pontos negativos mas... estive á poucos dias em Garvão, tive oportunidade de visitar algumas freguesias e alguns lugares do concelho de Ourique.
Santa Luzia, deixou-me supreendido pela positiva, ao que parece ainda existe alguma união e dinamismo empresarial e social, Panoias infelizmente continua na mesma, onde o tempo parou e a freguesia pouco mais oferece do que uma aldeia dormitorio onde o tempo e o espaço parou... Garvão poucas ou nenhumas melhoras... a feira de Garvão, se é que lhe podemos chamar feira, se compararmos por exemplo com o mercado das Abrunheiras este consegue ser maior (e realiza-se uma vez por mês)... mas enfim a exposição agro-pecuaria em nada ou praticamente nada mudou desde a sua primeira edição... bem na realidade mudou uma vez que a mesma tinha sido criada para divulgação dos potenciais econimicos e culturais da freguesia mas agora nao passa de um ponto de marketing da camara municipal de Ourique, onde cultura é coisa que nao existe e tudo se resume a Tascas e musica (com pancadaria a mistura), exposição de animais tourada (onde os lucros vao e sao em prol de ??) ...

Confesso que fiquei triste... fiz parte da organização das duas primeiras edições mas nao me revejo neste modelo e acredito que a população de Garvão também não.
Muito se fala de descentralização mas temos de ser realistas e ver o que nos rodeia, as devisões partidarias, sociais e culturais sao um facto... mais do que ser presidente de uma junta e o respectivo ordenado o status que daí resulta é muito mais importante do que tudo o resto.

Eu acredito que a mudança possa ser feita, apostanto numa verdadeira descentralização, na educação e na implementação de projectos inovadores e que fumentem o desenvolvimento integrado e sustentado.
A barragem da Rocha seria um bom ponto de partida mas descobri que um parque de campismo foi construido sem que a população fosse ouvida... o mesmo vai obrigar a quem quer que seja que pretenda ficar na Barragem a ter que ficar no local restrito pagando 5 ou 10 euros, mas tudos os turistas com quem conversei e inclusive a população da Chada velha e no Café da Barragem dizem o mesmo... os estrangeiros nao querem ficar num sitio restrito e que mais parece uma central electrica tantos que sãos os postes de iluminação.
A saude é outro ponto, embora nao seja responsabilidade exclusiva da autarquia mas soube que pessoas morrem for falta de assistencia e pelo que ouvi ainda á uns dias atrás aconteceu, em que alguem morreu esperando por uma ambulancia levou mais do que 2 horas para vir de Ourique e quando nao se morre por falta de assistencia morre-se por discriminação de acordo com o estatuto social, politico e cultural... este tipo de situações nao deveria ser aceite nos dias que correm mas no entanto os resultados reflectem-se nas eleições, prova de que tudo nao passa de um jogo de interesses.
Nao acuso, apenas tiro as minhas conclusões... posso ser mal interpretado mas está á nossa frente e só não vê quem não quer... poderia perguntar que actividades existem para preencher os tempos livres dos jovens? Que está a ser feito para criar laços e reforçar a imagem culturar e social da População de Garvão? Que saidas profissionais ou que cursos estão a ser desenvolvidos para “prender” os jovens á terra? A resposta para aqueles que acreditam nas historias da carochinha... NADA!!!
Jorge Soares a 15 de Maio de 2009 às 15:13


Caro Rui Oliveira.

Lamento informá-lo, mas algumas passagens do seu comentário tiveram de ser cortadas, os objectivos desde Blog estão bem identificadas, e não se percebe em que é que este tipo de afirmações contribui para esse objectivo. Agradeço que modere e continue com os seus comentários pois só na partilha de opiniões sensatas poderemos contribui, embora humildemente, para os objectivos propostos.

Rui C. Oliveira a 23 de Maio de 2009 às 16:23

“É sempre a mesma coisa.
… Então a malta da Comissão de Festas, que tanto têm contribuído para Garvão …, … Se temos festas em Garvão podemos agradecer à malta da Comissão de festas e às suas famílias que os ajudam, e fazem aquelas coisas pela Páscoa.
… vamos a apoiar a comissão de festas para que não desanimem continuem.”


José Pereira Malveiro a 23 de Maio de 2009 às 17:11


Então o desenvolvimento faz-se conforme se pode, aquilo lá na Sardoa vai tomando jeito, já abriram as valas e já puseram a primeira pedra, a gente sabe que é tempo de eleições e tudo se faz para ganharem votos, eu não vi o primeiro ministro, mas se é preciso coisas para inaugurarem em tempo de eleições, pois então Deus lhes dê muita saúde e que daqui a quatro anos se lembrem de nós outra vês.

Maria Guerreira
Maria Guerreira a 3 de Junho de 2009 às 17:33

Você no outro dia cortou parte do meu comentário.
Tá mal.
Se não quer que as pessoas comentem para que é que tem este Blog?
Olhe, mas eu vou-lhe dizer uma coisa, até compreendo, a gente deve unir-se e punir pela terra, mas não deixa de ser engraçado o que a Maria Guerreira, (alguém sabe quem é?) disse.
A gente sabe que é preciso obras para os políticos inaugurarem, e que os políticos são mesmo assim, então porque é que nos havemos de admirar! Vamos é aproveitar o facto deles quererem inaugurações para puxar-mos coisas para Garvão, mas vejam lá as coisas andavam tão calados e de repente, pimba, temos a obra em campanha eleitoral, toma lá que já ganhastes.
Estive ai em Garvão este fim-de-semana, é pá o moço do Romão bebe que se farta, andava sempre bêbado, belo moço.

Manuel C. Oliveira a 6 de Junho de 2009 às 19:22

Amigo Jorge
Espero que me desculpes mas gostaria que este blog não se envolvesse em política, ou criticas pessoais.
Compreendo o teu desabafo e a tua frustração, mas acredita não estás sozinho, ninguém é senhor da razão e onde há duas cabeças há duas opiniões, mas é tão lamentável assistir ao que se passa na nossa terra onde os petiscos, os compadrios e os interesses pessoais e políticos se sobrepõem aos verdadeiros interesses do desenvolvimento desta vila, lembra-te Jorge, vai já para 15 anos que ando a bater na mesma tecla, e parece que ninguém houve.

Vou publicar agora mesmo um novo Post, sobre o Cemitério Velho, para teres uma ideia do que falo.

Vou só cortar umas frases, espero que não leves a mal e que continues a colaborar, ou se preferires reformula a opinião.


“Eu pergunto-me a mim mesmo como irão ser as proximas eleições, estou curioso de ver se o Sr. …………… vai ganhar... sinceramente adorava que ele ganhasse, nao pelo partido mas para ver alguns ………………… a serem …………… da camera que nao passa de um …………. para os boys de um e outro partido... ehehehe!! Vamos ver.

Espero que o novo centro dai ou cuidados continuados não seja mais uma obra como a que está junto á casa de povo onde foram enterrados milhares de euros e para quê?! Nao passa de um casão.”

Cumprimentos
Jorge Soares a 12 de Junho de 2009 às 16:41
José Pereira Malveiro a 12 de Junho de 2009 às 17:14

As minhas desculpas, realmente não deveria ter feito comentarios de natureza politica... uma vez que em nada contribuem para o avivar de ideias que possam contribuir para o bom nome e progresso de Garvão...
Jorge Soares a 12 de Junho de 2009 às 22:08

High five!
Inês Malveiro a 23 de Julho de 2009 às 20:13

Com que então hi 5,
pois bem aí vai Hi six.

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