24
Mai 22

Relembrando 33 anos depois.

Grupo Coral Infantil-4 (2).jpg

Grupo Coral Infantil de Garvão em Junho de 1989, no Largo da Igreja.

Da esquerda para a direita: Artur Gonçalves (filho), Carlos Filipe, Nelson Jorge, Sandra Mamede, Ana Sofia Guerreiro, Marisa Lucas, Ana Cristina Perpétua, Miguel Diogo, Filipa Perpétua, Filipe Sequeira, Hugo Jorge, Nuno Mamede, Claúdia Gonçalves, Daniel Perpétua, Paulo Fernando, Ana Rita Malveiro, Tiago Lourenço, Sara Reis, Ana Rita Vilhena, Luiz Patrocínio, Milton Carvalho e José Daniel Malveiro com a bandeira.

 

          Publica-se neste artigo uma entrevista para o Jornal de Garvão, feita em 1995 ao presidente do Grupo Coral infantil de Garvão, Artur Revés Gonçalves.  

          Foi fundado pelas professoras D. Maria Luísa e D. Guilhermina, em Junho de 1989. Por uma simples brincadeira, para cantar na feira das escolas, e que era ensaiado pelas seguintes pessoas: Augusto Charrua, Francisco Bento e José Maria. Os pais das crianças entusiasmaram-se e fundaram o Grupo. Mais tarde o Sr. Augusto Charrua saiu, devido a um desgosto, e entrou o Sr. Daniel Loures.

          O grupo assim foi continuando até que, com algum dinheiro, comprou a sua primeira farda, que foi inaugurada no dia 20 de Abril de 1991.

          Tem como madrinha a D. Maria Luísa e como padrinho o Sr. Idálio Ramos. O Grupo Coral é formando com cerca de 30 elementos, com idades compreendidas entre os 5 e os 16 anos.

          O Grupo conta já com inúmeras saídas, ao Centro e Sul de Portugal, como por exemplo Ourém, Barreiro, Beja, Ourique, Fátima, Vila do Bispo, etc., onde tem sido muito acarinhado e sempre bem recebido.

          Tem sido sempre um grupo independente de tudo, no que diz respeito à política e a instituições. É livre e vai a todo o lado onde é convidado.

          O Grupo Coral tem conseguido sobreviver, com algumas dificuldades a nível financeiro, só conseguindo arranjar algum dinheiro derivado de alguns bailes e algumas ajudas extras. tem tido sempre o apoio da Câmara Municipal de Ourique em termos de transporte.

          Onde vai actuar não leva dinheiro nenhum, apenas lhe sendo dado um lanche.

        O Grupo tem que agradecer a todos os pais das crianças pelo apoio que este têm dado ao Grupo Coral de Garvão.

publicado por José Pereira Malveiro às 18:40

15
Mai 22

Florbela Espanca.jpg

Nos 58 anos da transladação do seu corpo, em 17 de Maio de 1964, para o cemitério de Vila Viçosa

 

Eu sou o que no mundo anda perdida,

Eu sou o que na vida não tem norte,

Sou a Irmã do sonho, e desta sorte

Sou a crucificada...a dolorida...  (livro de Mágoas, 1919)

 

           Assim se definia, esta grande poetisa alentejana. Da sua vida, muito se conta, mas as grandes verdades, leem-se nos seus sonetos.

 

            Florbela Espanca, nasceu dia 8 de Dezembro de 1894, na Rua do Angerino em Vila Viçosa, Florbela começa precocemente a frequentar a secção infantil da escola primária de Vila Viçosa em Outubro de 1899.

            Tendo iniciado um mês antes as aulas da 3ª classe, Florbela escreve, a 11 de Novembro de 1903, a sua primeira poesia reconhecida, intitulada “A vida e a morte”; no dia seguinte outra se lhe sucede – trata-se de um soneto, que começa com “A bondade o som de Deus”. Se se atentar no facto de que Florbela ainda não tem nove anos e na dificuldade que o soneto representa enquanto composição poética, fácil se torna concluir que cedo brotou o génio nesta alma que “já (então) fazia versos, já tinha insónias e (a quem) já as coisas da vida davam vontade de chorar”.

            Florbela era uma poetisa de poesia generosa, convulsa e ardente do fogo sob cujo signo nascera, a dos extremos de ternura e das amarguras do sofrimento, dos estados hiper excessivos de consciência da solidão, da dor e do amor.

            Nas vésperas de morrer, Florbela desabafa com as suas amigas dizendo que se suicida no dia do seu aniversário por considerar que é a melhor prenda que pode dar a si própria; contudo, ninguém a leva a sério, ninguém entende a sua tormenta. Esta escreve, pois, as suas últimas vontades e um postal de despedida às amigas mais íntimas, as quais só receberão depois da sua morte.

            No dia 10 de Dezembro de 1930 à noite, Florbela comunica à sua criada Teresa que não vai dormir no quarto de casal, em virtude das muitas insónias que vem sentindo ultimamente. Pede ainda que não a acordem no dia seguinte seja sob que pretexto for.

            É encontrada tarde de mais. Na sua mesinha de cabeceira restava um pouco de leite num copo e debaixo do colchão estavam dois frascos vazios. Florbela morrera enfim durante a noite, provavelmente à mesma hora da madrugada a que tinha nascido trinta e seis anos antes, no dia de Nossa Senhora da Conceição, símbolo da Mãe e padroeira de Portugal.

            Nada melhor que a sua própria autodefinição, transcrita numa das cartas que escreveu (Carta de Florbela Espanca ao Dr. Guido Battelli de 27/07/1930).

            (…) Sou uma céptica que crê em tudo, uma desiludida cheia de ilusões, uma revoltada que aceita, sorridente, todo o mal da vida, uma indiferente a transbordar de ternura. Grave e metódica até à mania, atenta a todas as subtilezas dum raciocínio claro e lúcido, não deixando, no entanto, de ser uma espécie de D.Quixote fêmea a combater moinhos de vento, quimérica e fantástica, sempre enganada e sempre a pedir novas mentiras à vida, num dom de mim própria que não acaba, que não desfalece, que não cansa! (...)

 

 

 

publicado por José Pereira Malveiro às 11:33

09
Mai 22

Feira de Garvão 2022.jpg

 

          Correu mais uma Feira de Garvão e para todos os efeitos, correu bem. A exposição pecuária estava cheia, as tascas e tasquinhas estavam apinhadas e mais uma vez os produtores do concelho tiveram a oportunidade de mostrarem e venderem os seus produtos.

          A componente tradicional da feira, também lá estava, os barros e cerâmicas, calçado, cadeiras e outros artigos tradicionais em madeira, cestaria, roupas e bugigangas, não faltaram igualmente os arreios para o gado, coleiras, chocalhos, arreatas e cabrestos.

             Houve espetáculo, houve baile e houve o cante ao Baldão.

          Ouviu-se música ligeira de qualidade aceitável e cantaram os grupos do concelho, a Alma Alentejana, os Cantadores do Alentejo e os convidados Sadinos de Setúbal.

         Comeu-se bem e melhor se bebeu, houve folia e houve festa e mais uma vez a autarquia local investiu na valorização deste evento que é já uma referência na amostra do mundo rural português.

          Mau grado a colagem da Ovibeja à Feira de Garvão, uma amostra dos ovinos do Sul que nos primeiros anos se efetuava em Fevereiro, realiza-se agora nos finais de Abril.

           Daí a importância da divulgação e só a título de exemplo, este Blog, dia 8 de Maio, recebeu 242 visualizações, provenientes de 154 visitas, o que quer dizer que quem destas 154 visitas procurou na internet a localização ou o caminho para Garvão, também se preocupou em pesquisar e saber um pouco sobre a história desta terra.

publicado por José Pereira Malveiro às 11:15

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