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             José Augusto Baião, de sua graça, nasceu em 1934. Portanto 77 anos de idade como pedreiro, podador de sobreiros e agora reformado “vai já para 16 ou 17 anos”, como gosta de salientar dedica-se à arte de trabalhar madeira.

 

             A viver na Sardoa, “mesmo diante da Praça de toiros e da feira” como continua a realçar, começou na brincadeira a fazer uma coisa para um e outra coisa para outro, “e começaram a achar muita graça” e hoje vem um gosta de uma coisa amanhã vem outro e gosta doutra e atrás das colheres de pau, umas grandes, outras pequenas vieram os bonecos, carroças e animais, “e olhe hoje é o que se vê”.

             De faquinha, sempre amolada, numa mão, um pedaço de choupo ou chorão noutra, “sabe são madeiras macias, o azinho é mais trabalhoso e racha”, seja na taberna da Man’ela, no mocho de pau ao sol, ou à espera da S’nhorª Doutorª” em menos de nada, com aparas para a esquerda e raspas para a direita sai uma minúscula cadeira, tão minúscula que até a faquinha parece que se ajeita para realçar os contornos das pernas, só lhe falta o assento de bunho.

            Entre colheres de pau, bonecos e bonecas, carros e carroças, animais e outros não tanto animais de vários tamanhos e feitios, ao sol ou à sombra, sentado no mocho de pau ou no madeiro, José Augusto Baião, na Sardoa, continuará a trabalhar o choupo a que a faquinha, amolada, vai dando corpo.

publicado por José Pereira às 21:52

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