18
Jan 12

Mais do que reacção

É preciso acção

 

Garvão é como um muro, (mais do que da vergonha será, sem dúvida, das lamentações), onde na busca efémera de protagonismo choramos a nossa agonia.

As reacções são, na maior parte dos casos, extrapolações instantâneas que nos acodem momentaneamente, como uma oportunidade que se não pode perder.

É a busca das emoções ocasionais, sem planeamento, sem lugar ao contraditório. Não se criam, não se prevêem, nem muito menos se acautelam, pura e simplesmente aproveitam-se.

Sem, de facto, muro visível para tal enfática expressão, tal vocação carpideira procurará encontrar na vontade da população a força catalisadora e mobilizadora da sua oposição.

Resquícios caciqueiros locais, (ou talvez não), em última analise será, de facto, o grande responsável pelo subdesenvolvimento: que é como quem diz, sem união, sem diálogo, sem participação não há progresso.

E em não havendo progresso haverá, obviamente estagnação, retrocesso.

A participação institucional, mais do que uma obrigação facciosa, imposta, a copiar em nome de uma plutocracia citadina, (senão em riqueza pelo menos em influência), em que as discrepâncias entre centros e periferias são cada vês mais díspares, acarretará a longo prazo, (ou não muito longo), consequências nefastas para o desenvolvimento local e a respectiva manutenção de um mínimo populacional que não sejam mais do que um mero reflexo de glórias idas. 

Participação activa! Voluntária! Claro, é o que se vê, vejam-se as festas, vejam-se os festejos carnavalescos ou pascoais, vejam-se as restantes associações e colectividades que proliferam na freguesia, e nunca são demais, porque a participação comunitária, (vilã, não europeia), nunca poderá ser encarada como uma ameaça, mas como uma prova da participação e vitalidade da sua população. 

A participação “legal”, a formação de uma comissão com um objectivo especifico, a promoção de um evento que dignifique a freguesia pelos eleitos institucionais, parece estar arredado dessas mesmas obrigações legais, …? E, obviamente e em última analise será sempre uma subtracção a um entendimento colectivo e ao desempenho local doutros melhores habilitados.

Prepotentemente e “orgulhosamente sós”, próprios de regimes autocráticos de funesta memória, em defesa da não divisão dos louros, também, não surtirá os efeitos populacionais desejados. Mais do que uma luta ímpia, votada ao fracasso, mais do que um agitar de emoções, mais do que necessidade efémera de protagonismo, mais do que tudo isto é, obviamente, a futilidade de tudo isso.

publicado por José Pereira às 00:08

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