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Jul 10

    

Mapa Cadastral
designando local do
Cemitério Antigo
pelas letras "St"
Fotografía área do local
do Cemitério antigo,
notando-se a parede
virada a poente (ainda)

 

 

O QUE NÃO SE CUIDA ESTRAGA-SE

  

Depois do Brasão dos Antigos Paços do Concelho ter sido caiado por cima, como se não existisse. 

  

Depois das pinturas da Igreja do Sagrado Espírito Santo, incrustadas na parede do Cemitério Velho terem sido, também, caidas por cima, como se, também, não existissem. 

 

Depois do desaparecimento dos livros do extinto concelho de Garvão, da Misericórdia e da Paroquia de Garvão das instalações da Junta de Freguesia. 

 

Depois dos últimos vestígios do Castelo estarem a ser destruídos por cabras. 

 

Depois da destruição dos últimos vestígios Romanos dos franciscos. 

 

Depois de tudo isto e muito mais. 

 

O que é que faltará mais? 

 

Falta naturalmente um plano de desenvolvimento da vila, uma ideia sobre a melhor maneira de melhorar a vila, para evitar que o pouco que ainda resta não caia no esquecimento e seja destruído como o Cemitério Antigo que se encontra entre o  furadouro e o moinho, e até o próprio moinho deveria merecer uma recuperação.

 

O conhecimento deste Cemitério chega-nos através da tradição oral da população mais idosa da Vila de Garvão, consubstanciado pelo registo cadastral nacional da área, alguns vestígios no terreno e pelo o acesso que se fazia pelo "Furadouro" por um caminho próprio ainda hoje visível no terreno.

 

Tendo em consideração que no Cemitério Velho, a cerca de cem metros, no outro lado do "Furadouro", encontram-se sepultados defuntos de familiares ainda vivos desta terra, tendo, também, em consideração as Estelas Funerárias encontradas no exterior do Cemitério velho, que provam a utilização, nos séculos anteriores, deste espaço como lugar de enterramento continuado, coloca-se a questão de saber qual a época em que este Cemitério Antigo teria servido a população de Garvão, tendo em consideração que ainda se nota no terreno o respectivo caminho de acesso e a memória da sua existência na população mais idosa. 

 

publicado por José Pereira às 22:15

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