27
Nov 16

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RICOS E POBRES NO ALENTEJO
De José Cutileiro

          Quarenta anos depois da primeira publicação em português do livro de José Cutileiro, Ricos e Pobres no Alentejo, este livro, produto de um exaustivo trabalho de campo, continua a ser uma obra de leitura obrigatória e uma referência nos meios académicos, particularmente nas áreas da antropologia e da etnografia.
          O livro descreve a vida de uma freguesia rural alentejana, em meados dos anos sessenta do século XX, e é leitura indispensável para quem queira conhecer o Portugal rural do Sul. Além disso, como em aspectos capitais da sua vida e da reflexão que faziam sobre ela os camponeses alentejanos não diferiam dos seus compatriotas do resto do país, o livro continua a ser uma excelente introdução à chamada 'identidade portuguesa’.
          Monografia antropológica, o livro estuda a distribuição da terra, as classes sociais que dela resultavam e as relações entre estas, a estrutura administrativa e política, família, parentesco, compadrios, amizades e vizinhança, as crenças e os valores morais que davam Norte às pessoas. Publicada pela Oxford University Press, em 1971, sob o título A Portuguese Rural Society, a obra veio a ser traduzida e editada seis anos mais tarde (1977) em Portugal, com um posfácio do autor.

publicado por José Pereira às 21:02

03
Nov 16

ACUSA-SE
Torna-se a alertar.
Torna-se a avisar.
Torna-se a lamentar.
Torna-se a acusar os nossos autarcas, tanto da Junta de Freguesia de Garvão, como da Camara Municipal de Ourique, de propositadamente estarem a destruir o património arqueológico, cultural e histórico da vila de Garvão.
Torna-se a apelar às instâncias superiores, àquelas que deviam garantir a protecção destes sítios arqueológicos.
E, nada é feito, nem se assiste ao mais leve movimento para parar a destruição deste património.
Mas que fique registado, em que houve tempos que alguém se preocupou, que denunciou, que batalhou para a protecção da nossa herança histórica, que tem alertado os nossos autarcas, que tem avisado as instâncias superiores, que tem alertado os meios de comunicação.
Que fique registado, também, que nessa cruzada pela protecção do nosso património, quem teve o atrevimento de levantar a voz na denúncia dessa situação se viu exposto à devassa, numa impressionante manifestação de ignorante histeria colectiva.
O que se pede hoje não é um exaustivo processo de exploração arqueológica, (apesar disso ser o objectivo), mas meramente a sua salvaguarda actual de qualquer destruição, até que haja melhores condições para a sua efectiva exploração, estudo, divulgação e factor de desenvolvimento local.
Destruição essa que se assiste presentemente, pelo desmazelo, pela incúria pela continuada prática de usos e preceitos que promovem de facto a destruição desse património pelos nossos autarcas.
Assim, mais uma vez, se denuncia e acusa os autarcas locais de serem os responsáveis pela destruição do património arqueológico e cultural da vila de Garvão.

publicado por José Pereira às 09:11

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